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Afroxano

datePosted on 07:39, fevereiro 11th, 2010 by Chato Mor

Dona Maria descobre que está sendo traída e vai à casa do melhor amigo do marido, Pedrão, um negão de 2,10m, um armário (de portas abertas).

- Pedrão, meu marido anda me traino e vô pagá na mesma moeda.

- Muié, façisso não. É tudo intriga do povo.

- Não, infelizmente é verdade. E preu podê pagá na mesma moeda, Pedrão, o esculido foi ocê.

- Que é isso cumade; num posso fazê uma desgraceira dessa!

- Pode sim. Tu conhece camisinha?

- Conheço… né aquele trem, que se bota pra mode fazê ozadia?

- É isso mesmo, então tu vai se preparano aí, que eu vô dá um banho na bichinha pra módi a gente começá a saliênça.

Quando Maria volta do banho tem uma tremenda surpresa.. Encontra o Pedrão com a camisinha enfiada na cabeça, já quase cobrindo as orelhas, e ela estrila:

- Pedrão! Sé doido? Issé pra botá na pimba, hômi de Deus!

- Eu sei, muié; só tô afroxano…

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Problema de coração

datePosted on 14:42, fevereiro 8th, 2010 by Chato Mor

O pai estava preocupado porque a filha não tinha coragem de contar ao noivo a sua precária condição cardíaca..

O noivo era uma pessoa simples, muito humilde, pouco estudo, mas que a filha adorava…

Assim, na primeira chance o pai chamou-o para uma conversa

- Luís, preciso te contar uma coisa..

- Pode dizer sogrão…

- Olha, é bom que você saiba desde já…. minha filha tem uma angina profunda…

E o noivo, esforçando-se para usar um vocabulário à altura:

- Tem razão, seu José…. E o ânus também !!!

 

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O procurador nú

datePosted on 08:56, fevereiro 1st, 2010 by Chato Mor

O pequeno município de São Lourenço, em Minas Gerais, tem sido comarca de estranhos despachos interplanetários. Pelo menos foi o que contou o procurador da República [censurado por atentado ao pudor, porque eu gosto é de muher pelada], tranquilamente sentado na espreguiçadeira de uma das propriedades da região, tipicamente rural. O episódio não teria mais que contornos ficcionais não fosse o estado do procurador: completamente nu, aguardando a chegada da polícia, depois de ter andando a esmo durante a noite e feito algumas visitas às famílias locais.

Aos donos da casa que invadiu, Barreto contou haver recebido uma missão especial naquela mesma noite de 7 de dezembro de 2008. Disse ter sido comissionado por extraterrestres a algo de que ainda não sabia, mas que teria de fazer em uma das casas do condomínio. Por isso, teria de chegar nu e vestir as roupas que o estavam esperando na casa de número 9. Como a residência estava trancada, ele acabou não conseguindo cumprir seu objetivo. O procurador não soube explicar, mas disse que a missão tinha algo a ver com sua eleição a presidente da República em 2012 — o que deixa tudo mais claro.

Leia a notícia completa na Consultor Jurídico

Ainda bem que a justiça é cega… infelizmente nós não somos… – Chato Mor


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Férias, enfim!

datePosted on 23:00, janeiro 7th, 2010 by Chato Mor

Meus caros 12,5 leitores (um eu sei que é anão), estou com minha extensão corporal sub-peniana estufada e por isso vou tirar umas merecidas férias de postar no site e do trabalho também. Não se preocupem (eu não irei!) porque existem muitas piadas que, garanto, voces nunca leram nestes três ou quatro anos do Chato’s Blog.  É só clicar numa tag, categoria ou digitar uma palavra qualquer que verá uma piada associada. Ou então se vira! São quase 1500 posts! Voces deverão gostar de pelo menos um. Nem que seja deste!

E inclusive é o que eu acho!

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Pão de pobre

datePosted on 09:55, dezembro 10th, 2009 by Chato Mor

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Vejam só que José Antonio chegou ao final do mês sem um tostão no bolso. Sem um mísero tostão! Nem pro pãozinho francês ele tinha!
Ah! Mas sabe como é que é. Pobre que é pobre não se aperta. Xinga, chuta e grita, mas acaba achando uma solução. E Zé Antonio lembrou de uma receita de pão.
Se ele sabia fazer? Claro que não! E isso não era problema pro Zé. Moço tarimbado na escola da vida, podia perfeitamente dar um jeito pra fazer um “simples” pãozinho.
E dá-lhe de procurar a bendita receita. Tira caixa de cima do armário, abre saco de lixo com cartas e fotos antigas, olha embaixo do sofá e … nada. Nada de receita!

—    Será que o Pedro tem alguma receita de pão?
—    Pedro! Ô Pedrão! Chega aí.
—    Fala Zé.
—    Você tem alguma receita de pão.
—    Que pão? Francês? Italiano? De ló? Doce? Recheado …
—    Não enrola Pedro. Pão comum, desses de padaria.
—    Ihhh! Vai ser difícil. Tem que ter forno …
—    Tem ou não tem a receita?
—    Mãe! Tem alguma receita de pão? – Lembrei! Têm sim. Fizemos no mês passado. Não é lá essas coisas, mas dá pra encher o bucho.
—    Me arruma ela que eu quero fazer um pãozinho lá em casa.
—    Vou fazer melhor! Vou contigo pra te ajudar e, enquanto isso, tomamos uma cerveja e colocamos a conversa em dia.
—    Tudo bem. Você deu a ideia, você leva a cerveja.

Pobre é uma maravilha! Bate papo de pobre é ótimo. Não tem frescura. Sandália de dedo, bermuda, um banquinho e o papo rola solto. O pão que é bom, ainda não tinham começado a fazer. Ainda mais que o Pedro levou uns pasteizinhos que D. Jurema — mãe do Pedro — tinha acabado de fritar.

—   Zé, e o pão? Não vamos fazer?
—   Claro que vamos. Espera que estão tocando a campainha.
—   Danilo! Há quanto tempo! O que está fazendo por aqui?
—   Vim te visitar. Saudade, já viu. Sabe como é.
—   Você não sabe quem está aí? O Pedrão!
—   O Pedro, filho da D. Jurema?
—   Danilo! Meu garoto! Como é que você está? — Foi falando o Pedrão, enquanto vinha da cozinha.
—   Deixa eu ir no carro pegar umas coisas. Já volto!
—   Danilo, estamos te esperando na cozinha. Vamos fazer um pão.

Não demorou e chegou o Danilo com dois embrulhos e uma sacola de compras.
Abriu a sacola e começou a tirar coisa lá de dentro. Salaminho, biscoitinhos, uma dúzia de latinhas de cerveja e a Branca da Serra, uma aguardente do tipo “export”, que a família do Danilo fabricava.
E dá-lhe de rolar o papo. Política, mulher, futebol, mulher, vida, mulher. Ah, mulheres! Todos os três beirando aos 30 anos e solteiros. O papo sobre a Selma, Tania, Francisca, Roberta e tantas, que vinham desde o tempo de garotos de 12 anos, não faltava. Resolveram rever as meninas.
Ligaram pra alguns amigos, vasculharam os caderninhos de telefones e ligaram. Duas horas depois, na casa do Zé Antonio, já estavam a Dulcineia, a Selma e o marido, a Jandira, o Val e a esposa. Todos na cozinha, relembrando os tempos antigos. Até o Beto chegou com um violão e um pandeiro.
E o pão? Ficou pro dia seguinte!
Pobre que é pobre sabe que o dia seguinte vai sempre estar lá. E os amigos também.

Achei aqui no blog O Pobre

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Com base na isenção de imposto, fundarei minha igreja

datePosted on 09:47, dezembro 7th, 2009 by Chato Mor

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Esse negócio de criar igreja disso ou daquilo está me dando uma vontade danada de abrir uma também Pô, sai mais barato criar uma nova igreja do que uma empresa formal, com a vantagem que recebe isenção de um monte de impostos. A minha seria a Santa Congregação da Sacanagem Randômica e os cultos seriam em grandes quartos de hotéis, a liturgia seria baseada no sexo tântrico , e os dízimos poderiam ser pagos em favores sexuais, mas só depois de 12 meses de pagamento em dinheiro. Porque a maior sacanagem é ficar rico…  :D

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Veja na reportagem abaixo:

Bastam R$ 418 para criar igreja e se livrar de imposto

Após fundar igreja, reportagem da Folha abre conta bancária e faz aplicação isenta de IR. Além de vantagens fiscais, ministros religiosos têm direito a prisão especial e estão dispensados de prestar serviço militar

por Hélio Schwartsman, com colaboração de Claudio Angelo e Rafael Garcia, da Folha de S. Paulo

Bastaram dois dias úteis e R$ 218,42 em despesas de cartório para a reportagem da Folha criar uma igreja. Com mais três dias e R$ 200, a Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio já tinha CNPJ, o que permitiu aos seus três fundadores abrir uma conta bancária e realizar aplicações financeiras livres de IR (Imposto de Renda) e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Seria um crime perfeito, se a prática não estivesse totalmente dentro da lei. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para a constituição de uma igreja. Tampouco se exige um número mínimo de fiéis.

Basta o registro de sua assembleia de fundação e estatuto social num cartório. Melhor ainda, o Estado está legalmente impedido de negar-lhes fé. Como reza o parágrafo 1º do artigo 44 do Código Civil: “São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento”.
A autonomia de cada instituição religiosa é quase total. Desde que seus estatutos não afrontem nenhuma lei do país e sigam uma estrutura jurídica assemelhada à das associações civis, os templos podem tudo.
A Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio, por exemplo, pode sem muito exagero ser descrita como uma monarquia absolutista e hereditária. Nesse quesito, ela segue os passos da Igreja da Inglaterra (anglicana), que tem como “supremo governador” o monarca britânico.

Livrar-se de tributos é a principal vantagem material da abertura de uma igreja. Nos termos do artigo 150, VI, b da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a im

postos que incidam sobre o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com suas finalidades essenciais.
Isso significa que, além de IR e IOF, igrejas estão dispensadas de IPTU (imóveis urbanos), ITR (imóveis rurais), IPVA (veículos), ISS (serviços), para citar só alguns dos vários “Is” que assombram a vida dos contribuintes brasileiros. A única condição é que todos os bens estejam em nome do templo e que se relacionem a suas finalidades essenciais -as quais são definidas pela própria igreja.

Leia o restante aqui no blog  Íntegra aproveitando que é de grátis

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Centopéia humana

datePosted on 09:22, dezembro 4th, 2009 by Chato Mor

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Regras são regras!

datePosted on 15:35, novembro 18th, 2009 by Chato Mor

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Um casal recém-casado vai viver em sua nova casa.

Ao entrar pela primeira vez na casa o homem diz:

- Se quer viver comigo as minhas regras são:
- Segundas e Terças à noite vou tomar café com os amigos.
- Quartas à noite cinema com o pessoal.
- Quintas, sextas à noite cerveja com os colegas.
- Sábados pescaria com a turma, retornando domingo pela manhã.
- E aos domingos deito cedo para descansar.
- Se quer… Quer… Se não quer… Azar!

Então a mulher responde:

- Pra mim só existe uma regra: Aqui em casa tem sexo todas as noites. Quem está, está. Quem não está…Azar!!!

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Tudo na vida é relativo

datePosted on 08:55, novembro 16th, 2009 by Chato Mor

Ginecologia-para-Totos

Fim de tarde, um ginecologista aguarda sua última paciente que não chega.

Depois de 45 minutos, ele supõe que ela não virá mais e resolve tomar um gin tônica para relaxar, antes de voltar para casa.

Ele se instala confortavelmente numa poltrona e começa a ler o jornal quando toca a campainha. É a tal paciente, que chega toda sem graça e pede mil desculpas pelo atraso.

- Não tem importância, imagine! – responde o médico.

- Olhe, eu estava tomando um gin tônica enquanto a esperava. Quer um também para relaxar?

- Aceito com prazer – responde a paciente aliviada.

Ele lhe serve um copo, senta-se na sua frente e começam a bater papo.

De repente ouve-se um barulho de chave na porta do consultório.

O médico tem um sobressalto, levanta-se bruscamente e diz:

- É minha mulher! Rápido, tire a roupa, deite na cama e abra as pernas, senão ela pode
pensar bobagem !

Tudo na vida é relativo!

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Carta do Zé Agricultor para Luis da Cidade

datePosted on 11:13, novembro 10th, 2009 by Chato Mor

Luis, quanto tempo!

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo… hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite De madrugada pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?
Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro… Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança. Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?

Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né …) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca. Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.

Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia,isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora. Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pran fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa. Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia.. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.

PS:Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta em papel reciclado pois não existe por aqui, mas aguarde até eu vender o sítio.

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