Esse negócio de criar igreja disso ou daquilo está me dando uma vontade danada de abrir uma também Pô, sai mais barato criar uma nova igreja do que uma empresa formal, com a vantagem que recebe isenção de um monte de impostos. A minha seria a Santa Congregação da Sacanagem Randômica e os cultos seriam em grandes quartos de hotéis, a liturgia seria baseada no sexo tântrico , e os dízimos poderiam ser pagos em favores sexuais, mas só depois de 12 meses de pagamento em dinheiro. Porque a maior sacanagem é ficar rico…
Veja na reportagem abaixo:
Bastam R$ 418 para criar igreja e se livrar de imposto
Após fundar igreja, reportagem da Folha abre conta bancária e faz aplicação isenta de IR. Além de vantagens fiscais, ministros religiosos têm direito a prisão especial e estão dispensados de prestar serviço militar
por Hélio Schwartsman, com colaboração de Claudio Angelo e Rafael Garcia, da Folha de S. Paulo
Bastaram dois dias úteis e R$ 218,42 em despesas de cartório para a reportagem da Folha criar uma igreja. Com mais três dias e R$ 200, a Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio já tinha CNPJ, o que permitiu aos seus três fundadores abrir uma conta bancária e realizar aplicações financeiras livres de IR (Imposto de Renda) e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Seria um crime perfeito, se a prática não estivesse totalmente dentro da lei. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para a constituição de uma igreja. Tampouco se exige um número mínimo de fiéis.
Basta o registro de sua assembleia de fundação e estatuto social num cartório. Melhor ainda, o Estado está legalmente impedido de negar-lhes fé. Como reza o parágrafo 1º do artigo 44 do Código Civil: “São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento”.
A autonomia de cada instituição religiosa é quase total. Desde que seus estatutos não afrontem nenhuma lei do país e sigam uma estrutura jurídica assemelhada à das associações civis, os templos podem tudo.
A Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio, por exemplo, pode sem muito exagero ser descrita como uma monarquia absolutista e hereditária. Nesse quesito, ela segue os passos da Igreja da Inglaterra (anglicana), que tem como “supremo governador” o monarca britânico.
Livrar-se de tributos é a principal vantagem material da abertura de uma igreja. Nos termos do artigo 150, VI, b da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a im
postos que incidam sobre o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com suas finalidades essenciais.
Isso significa que, além de IR e IOF, igrejas estão dispensadas de IPTU (imóveis urbanos), ITR (imóveis rurais), IPVA (veículos), ISS (serviços), para citar só alguns dos vários “Is” que assombram a vida dos contribuintes brasileiros. A única condição é que todos os bens estejam em nome do templo e que se relacionem a suas finalidades essenciais -as quais são definidas pela própria igreja.
1. Ensino de matemática em 1950: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda, ou R$80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
5.. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afrodescendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder) ( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
Rio de Janeiro, 11/11/2009. Enquanto estou aqui no escuro, esperando que a chuva alivie o calor ou a luz volte para que eu possa ligar o ventilador e o micro, fico:
Durante 7 dias, o Burger King de Tokyo irá vender um sanduba com 7 hamburgeres que custará 777 ienes. Isso para celebrar o lançamento do novo sistema operacional da Microsoft, o Windows 7.
A úncia coisa de não gostei: os vendedores NÃO terão que usar fantasias de UltraSeven…
Eu estava pensando (sentado no trono, é claro) em como a natureza é geralmente muito mais complexa do que costumamos perceber. Vejam voces, passamos a numerar nossas secreções fisiológicas para fornecer à ansiosa e angustiada pessoa do lado de fora do banheiro um modo que ela pudesse determinar o prazo no qual supostamente concluiremos a tarefa imposta por nossos corpos durante a produção dos resultados de nossa fisiologia, mas sem apelar para palavras grosseiras. Assim nasceu a pergunta: “É número um ou número dois???”. Mas como já disse, a natureza não é tão simplória para que pudessemos encaixar em apenas duas opções todo o roll de secreções possíveis e usuais que produzimos devido ao nosso metabolismo animal. Sendo assim, poderiámos facilmente aumentar esta lista numerada.
Neste conceito, penso (enquanto olho os dizeres e as marcas verdes na parede do banheiro) que eu gostaria de estabelecer alguns critérios, pois se contarmos com todas as substâncias que produzimos a lista seria enorme, basta contar com a quantidade de glândulas que possuimos. Em primeiro lugar, acho que a nova lista deve manter o propósito original: invocar um sentido de tempo ou emergência e dificuldade de produção, para se possa estabelecer prazos ou conferir um senso de identificação com o outro, provocando uma maior tolerância à desagradável condição do produtor. Assim, estariam logicamente excluídas substâncias como sangue, anticorpos e similares, já que para produzi-los não atrapalhamos ninguém nem precisamos de um local específico fora dos olhares curiosos. E não teria sentido dizer “Estou produzindo adrenalina, saio num instante!”. Logo, decidi que o melhor é mantermos nossa atenção apenas aos produtos que nossos sentidos possam perceber.
Outro ponto vem a ser o caráter social. Existem substâncias que produzimos em público e que em na maioria das vezes são plenamente aceitas nas rodas sociais. Um exempo é o suor, uma vez que pode gerar sentimentos de identificação, pois os demais indivíduos entendem de que também produziriam suor nas mesmas condições. Outro é o leite materno ou o gás carbônico. Em ambos os casos, ninguém se tranca em um cubículo para produzi-los. Também Vamos deixar o tempo usado para o banho por de lado estar fora dos escopo desta análise. Também, a princípio não pretendo incluir substâncias geradas em condições raras ou de afeções como o pus, pois afinal não sou médico e não saberia nem como começar a listá-las.
Tendo estabelecido estas condições podemos começar a nova lista:
Número 0: Flato.
Achei bastente feliz esta associação, uma vez que a produção de metano está perfeitamente alinhada com os produtos numerados originais. Além disso zero remete a nada e a flatulência é quase isso (e por isso é perigosa no meio social).
Número 1: Urina.
Número 2: Fezes.
Nenhuma novidade aqui, pois para aumentar a aceitação geral, preferi por não alterar a numeração existente.
Número 3: Muco nasal.
Esse é o que apresenta maior versatilidade, pois afeta o tato, o olfato e o paladar (Salgadinho. Nham, Nham!) pode ser gerado por mais de um oríficio corporal e apresenta-se em vários níveis de consistência. Assim como os anteriores é possivel ser gerado espontaneamente contra a vontade do produtor, sob determinadas condições ou dependendo da situação, o produtor pode gerar sons muito altos durante a sua produção. Mesmo a produção mais comum (“limpeza do salão”) como é condenável quando feita socialmente, está fadada a ser realizada no banheiro. A nova numeração pode facilmente substituir o termo infantil (“tirar meleca”).
Múmero 4: Êmese.
Embora esta não seja comumente uma única substância, pois geralmente é formada por várias, que em geral não deveriam sair do corpo deste modo, acredito que possa constar na lista, uma vez que remete à mesma situação: ocupa tempo no banheiro. Além disso, para todos os efeitos, sensíveis, é um único ato (“chamar o Raul”). Afinal de conta se formos analisar quimicamente nenhum produto é feito de uma única substância afinal.
Múmero 5: Fluido lacrimal.
Antes dos protestos sobre esta inclusão na lista, pois afinal de contas, chorar é socialmente aceitável, quero esclarecer que assim como o muco nasal, esta se apresenta em mais de uma forma: a lágrima e a remela. Como ambas podem fazer com que o produtor se tranque no banheiro, está mais do que justificada a sua participação nesta lista.
Número 6: Cerume.
Aqui a produção é constante, mas as vezes a limpeza não. Mas como soma no tempo de uso do banheiro,embora pouco, está dentro.
Número 7: Fluidos genitais.
Inicialmente, me esqueci deste porque a minha adolescência já passou a muito tempo. Porém, é fato que é um dos produtos que mais demora a ser produzido, pois exige tempo e esforço, por isso mesmo é um dos grandes tomadores de tempo no banheiro. Agora voce pode responder às insistentes batidas na porta: “Estou fazendo número 7, mãe!”.
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No momento não me lembro de outras que se adequem a esta lista. Assim, peço a gentileza dos senhores leitores que me auxiliem nesta tarefa de utilidade pública de suma importância.