
Certa vez, um amigo meu andava tranquilamente pelas ruas do Rio de Janeiro (o que já está errado) e passando pela Praça Tiradentes foi abordado por um assaltante armado, que buscava atingir sua média de assaltos do dia:
- Perdeu, perdeu, mermão! Fica quietinho e passa tudo!
Este meu amigo nunca bateu muito bem da bola, por vezes quando queria ter uma idéia ele “agarrava” idéias imaginárias que pareciam flutuar em sua volta e as “forçava” a entrar na sua cabeça. O chefe não se importava por que ele fazia o seu trabalho, mas sempre tomamos certa distância. Foi devido a estas loucuras, ou uma idéia genial que estava flutuando por ali, ou até mesmo inspiração divina. Não sei. Só sei que ele respondeu, com a mão espalmada em direção ao ladrão como se fosse um jedi usando a força:
- TE REPREENDO EM NOME DE JESUS!
De acordo com os especialistas em latrocínio de Bangu I, a norma culta nestas circunstâncias dita que meu amigo mereceria um belo “teco no meio dos cornos, que é pra deixá de ser otário”. Mas, inesperadamente, o ladrão repondeu:
- Mas, mas.. o que eu estou fazendo? Eu também sou de Jesus, irmão! – a acenando ao comparsa que lhe dava cubertura, dizendo que estava tudo bem - Pode ir tranquilo, na paz de Jesus…
E meu amigo foi embora sem maiores problemas.
Este conto me fez refletir seriamente sobre as coisas da vida e cheguei às seguintes conslusões:
- sabendo o que dizer, voce convence qualquer um de qualquer coisa;
- ser ousado pode salvar a sua vida;
- continuarei sendo ATEU! Sabe lá quem encontraria numa igreja?

